Abstract
O artigo discute o recuo da teoria instalado nos processos de formação de professores do nosso tempo. Como suporte teórico, lança mão das concepções epistemológicas de G.W.F. Hegel e de Karl Marx. Ao apresentar essas perspectivas teóricas, a partir de obras dos próprios autores, advoga que a despeito de partirem de intencionalidades político-sociais antagônicas, ambos levam-nos a constatar que os padrões de formação pedagógica preponderantes atualmente não ultrapassam os níveis mais imediatos e indeterminados do processo de elaboração do saber. Por fim, conclui que a aversão à teoria, em favor da suposta valorização de uma formação prática para a prática, afunda no praticismo, fragiliza a práxis, confina a formação nos limites do senso comum e afasta a Pedagogia do nível do conhecimento científico.