Abstract
O objetivo deste artigo é apresentar a lacuna existente entre as diretivas legais e a efetivação equitativa da assistência social direcionada aos indígenas. Sabemos que estes povos apresentam em sua cultura, diversas formas de vivências, organizações e manifestações tradicionais, sendo crucial a realização de políticas públicas condizentes aos seus anseios e necessidades. Nossas análises se debruçaram sobre os/as indígenas do Nordeste, especificamente aos/as pertencentes à etnia Pitaguary, localizados em Maracanaú-CE. Subsidiamos este estudo por meio de pesquisas bibliográficas, documentais e de campo; bem como pela análise das entrevistas realizadas com profissionais do serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família do Centro de Referência de Assistência Social Pitaguary; e com lideranças e usuários indígenas pertencentes à referida etnia. Neste artigo, identificamos, ainda, que o trabalho social com as famílias se apresenta como peça importante na materialização da assistência social, cabendo a ela agir equitativamente nos espaços em que é demandada. Porém, o cenário contemporâneo vem intensificando o desmonte das políticas sociais, estando a política de assistência social no olho do furacão, distanciando-a cada vez mais da sua realização plena e equitativa.